Resumo: A computação quântica se tornou um campo de rápida evolução, onde pesquisadores continuamente
desafiam os limites no tamanho e capacidade dos processadores. Muitas empresas publicaram roadmaps ambiciosos
para desenvolver processadores quânticos maiores, mais rápidos e mais precisos, visando aplicações
práticas para além da pesquisa de base na área. Esses avanços naturalmente demandam métricas e testes
para avaliar a performance dessas tecnologias emergentes. Para atender a essa necessidade, apresentamos um
método de benchmarking independente de hardware baseado em majorização, uma ferramenta matemática
para avaliar quantitavamente a uniformidade de distribuições de probabilidade. Com base em resultados
prévios ligando a complexidade de circuitos quânticos aleatórios a relações de majorização entre seus outputs,
propomos um indicador capaz de mensurar a complexidade computacional alcançável pelos dispositivos
quânticos de hoje. Para estabelecer a viabilidade experimental do protocolo, empregamos técnicas de machine
learning clássico para mitigar os efeitos da estatística finita de medida e limites na profundidade dos
circuitos. Simulações numéricas que levam em conta restrições experimentais, como ruído e conectividade do
hardware, sugerem que o protocolo de benchmarking baseado em majorização fornece avaliações substanciais
da complexidade de dispositivos quânticos atuais e pode ajudar a estabelecer limites no ruído necessário para
realizar computações complexas com confiança. |